sábado, 28 de julho de 2012

LIÇÃO 5 – LONGANIMIDADE, PACIENCIA PARA PERSEVERAR


COMENTARISTA: Verônica Araujo

TEXTO BIBLICO: Tg 5.7-11

ENFOQUE BIBLICO: “Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor” (Sl 40.1)

OBJETIVOS

Definir o termo paciência
Explicar de que maneira a paciência é produzida em nossa vida
Demonstrar as conseqüências da paciência e da impaciência


INTRODUÇÃO
“Mas tu se sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (2 Tm 4.5)

O QUE SIGNIFICA PACIÊNCIA?

O termo grego para traduzir a palavra paciência ou longanimidade é: “makrothumia”, makros = “longo” e thumia = “sentimento”, o significado da junção dessas palavras é o de um sentimento de longa duração, ou seja, um controle dos sentimentos, por muito tempo, o que será denominado: paciência. O termo longanimidade, expressa o comportamento em relação às pessoas que o ofendem ou se tornam desagradáveis. Longanimidade é o termo usado para suportar a falta de cortesia e de amabilidade por parte dos outros. É a capacidade de tomar atitude que se nega a devolver uma ofensa na mesma moeda (Pv 25.15; Cl 3.12). (Lição 11; EBD -13 de março, 1994 – CABRAL, Elienai). A Bíblia de Estudos Pentecostal em notas, na pg 1803, diz: Longanimidade é: perseverança, paciência, ser tardio em irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).


Quando o rei Davi disse: “esperei com paciência”, (Sl 40.1), ele está dizendo: “tive um longo sentimento, até que ele me ouviu.” Outro Salmo é o, 23, diz: “habitarei na casa do SENHOR por longos dias”, ou seja, não terei pressa de sair da presença de Deus, mesmo que ele me demore esperarei não me importando quanto tempo tenha que esperar. O segredo para que o fruto da perseverança opere em nós é estarmos bem juntinhos de Deus, ter uma vida de comunhão com ele (Jo 15.1,2). É muito fácil se dirigir a alguém que esta em grandes lutas e dizer-lhes: “tenha paciência”, agora, é muito difícil ser paciente.

Nossa grande expectativa é que os nossos desejos se realizem agora, já, não temos paciência para esperar. Algumas pessoas hoje já com idade avançada estão sofrendo conseqüências devido à impaciência na mocidade, avançaram sinais, foram quando deviam esperar um pouco mais. Vês por outra ouvimos alguém dizer: “se eu tivesse esperado”, algumas coisas se tornam incorrigíveis, nunca mais terão a oportunidade de voltar atrás. Portanto é necessário ao cristão ser cheio do Espírito Santo, aprender o segredo da paciência, deixar que o caráter de  Cristo se forme nele, para que adquira a paciência e a perseverança faça parte da vida dele.

COMO A PACIÊNCIA É PRODUZIDA EM NOSSA VIDA?

É impossível viver por aqui sem que passássemos por algum tipo de sofrimento, a  maquina de produzir paciência chama-se tribulação (Rm 5.3). Na seqüência o Apostolo Paulo diz que a perseverança produz a experiência e a experiência trás a esperança. A provação que vem para o crente tem por objetivo o amadurecimento, nunca a destruição, com as tribulações nós aprendemos, é por meio de lutas e provações que somos mantidos bem juntinhos de Deus (Hb 12.6-11).

“O pastor Antonio Gilberto, deu o exemplo de uma planta nova, que submetida a fortes ventos, desenvolve raízes fortes e profundas. Os vendavais desta vida, diz o pastor, serve para o cristão fundamentar-se em Cristo como, estas raízes e ter um espírito submisso.” Quanto mais às lutas apertam mais o crente se fortalece na presença de Deus, e isto o faz esperar, pois o nosso tempo não é o mesmo de Deus. O tempo de Deus é aquele revelado ao salmista “esperei com paciência pelo Senhor”, quanto tempo? Bem! Não sabemos por quanto tempo temos que esperar, mas às vezes vão meses, anos de oração e suplica para Deus resolver. Deus não esta ouvindo? Pelo contrario, ele quer que sejamos fortes e constantes.

O exemplo deixado a nós pelo patriarca Jó é de admirar, mas como um homem que orava, oferecia culto de adoração a Deus, cuidava de sua família com muito zelo e alem de tudo era temente a Deus precisa de correção. Nós não vamos entender nunca, o próprio Jó procurava entender o que estava acontecendo, nunca conseguiu uma resposta, a não ser reconhecer que Deus é soberano. Nós como seres humanos e pais sempre queremos que nossos filhos sejam os melhores, embora eles entendam que a maneira em que vivem já esteja bens. Nosso Deus sempre procurara melhorar as condições espirituais de seus filhos, não é dando bens materiais, esses pelo contrario pode prejudicar a vida espiritual. Alguns que foram beneficiados com bens materiais e nunca mais apareceram na igreja, Jó perdeu tudo e pacientemente esperou pelo Senhor que o recompensou, mesmo sem lhe dar explicação alguma.

No próximo ponto vamos falar de Jacó, mas quero lembrar aqui, que esse moço, aprendeu a paciência de um modo duro e penoso. Morando na casa de Labão, Jacó embora fosse um enganador, astucioso, apressado, aprendeu com dureza a adquirir a paciência, seu salário foi mudado dez vezes (Gn 31.7). Na verdade ele foi perseguido pelo sogro, e é ai que a tribulação produz a paciência, Jacó, já não podia mais confiar em seu sogro, morando numa terra distante ele aprendeu pacientemente a ser dependente de Deus. Esperar Deus falar, tomar decisões por nós, isso Jacó aprendeu (Gn 31. 9 – 13).  

AS CONSEQUENCIAS DA PACIÊNCIA

Jó é um exemplo de paciência, como já o vimos conseguiu alcançar o ápice diante de Deus e foi abençoado grandemente com bens que outrora perdido, agora restituído em dobro. Davi foi ungido rei de Israel na sua adolescência, mas Saul era o rei, durante alguns anos Davi esperou, mesmo sendo perseguido pelo rei. Davi teve varias oportunidades de matar Saul, mas ele sempre o respeitou como o ungido de Deus e por um ato que o levou a cortar as orlas da vestes de Saul ele ficou indignado. Valeu apena esperar pacientemente, Davi foi um rei segundo o coração de Deus e sua descendência passou a ocupar o trono.

A paciência tem tríplice aspecto, primeiro ela é de Deus, sob aspecto divino, podemos melhor compreender o seu valor como fruto do Espírito, pois ela descreve a natureza e o caráter de Deus. Moises disse que Deus é tardio em iras, (Ex 34.4-6), essa longanimidade em Deus, facilita o relacionamento com o homem, um ser pecador, desobediente que após o pecado se tornou rebelde. O segundo aspecto é a paciência como fruto no crente, a longanimidade nesse caso é importante no relacionamento domestico, é a capacidade de suportar os fracos, as mazelas existentes, os grupos formados por picuinhas, nada mais é que falta de paciência, logo falta à produção do fruto. Nesse segundo aspecto o modelo de oração ensinada por Jesus deve ser lembrado (Mt 6.9-15), essa é a teologia pratica. O terceiro aspecto é a ação da paciência no ministério, a longanimidade deve estar no pastor, na dirigente do circulo de oração, nos lideres da mocidade, adolescentes, corais, porteiros, etc., lembre-se que longanimidade não é frouxidão, não significa que os subordinados possa fazer o que quer em nome da paciência.       

CONSEQUENCIAS DA IMPACIÊNCIA 
Já falamos em Jacó que se precipitou e teve que passar um bom tempo de sua vida como fugitivo, nem seu nome são citados enquanto fugitivo. A impaciência de Moises ao matar o egípcio e querer cuidar dos assuntos antes do tempo o fez fugitivo por quarenta anos (Ex 2. 11-15). Muitos têm até a chamada para execução de serviços ministeriais, mas há um tempo determinado por Deus, não quer dizer que uma pessoa que sabe o quanto Deus vai lhe usar e até o lugar, precise ficar de braços cruzados, esperando tudo acontecer. Penso eu que Josué sabia que Deus o queria usá-lo no futuro, ele estava no labor das lutas, até a morte de Moises, somente após isso é que ele se torna líder, é inegável a demonstração de paciência. Não era ele o próximo líder? Porque esperar tanto?  Moises já demonstrava cansado, suas mãos precisavam ser seguras por outros, é que quando agimos fora do tempo, não é aceito por Deus, tem muita gente num deserto terrível por ter ultrapassado o sinal divino.

A impaciência de Sara, o levou a dar Agar por mulher a Abraão, desse relacionamento nasceu Ismael, aparentemente apenas um costume da época, no caso de Jacó mais tarde, nada lhe é cobrado, mas de Abraão Deus não gostou, segundo os estudiosos Deus ficou cerca de treze a quinze anos sem falar com Abraão. Impaciência é demonstração da falta de fruto, a Bíblia nos exorta a sermos também paciente, ter a longanimidade, há um refrão que diz: “mais um pouquinho e a jornada findara, coragem irmão”, nada de impaciência, sede paciente até a volta do Senhor Jesus.

CONCLUSÃO

Vamos terminar com a terceira estrofe do hino numero quatro da Harpa Cristã, de (W.S. Martin). “Nos desalentos, nas provações, Deus velará por ti; Lembra-te dele nas tentações; Deus velará por ti” (HC 4).

OBRAS CONSULTADAS
SILVA, Antonio Gilberto da, - O fruto do Espírito – CPAD, 2005

Pr Jair Rodrigues

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