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domingo, 16 de janeiro de 2011

LIÇÃO 3 - A IGREJA PERSEGUIDA


COMENTARISTA: Silas Daniel

TEXTO BÍBLICO At 7. 54 – 60

ENFOQUE BÍBLICO

“Bem aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”.

OBJETIVOS

Enfatizar que ser perseguido por amor a Cristo não deve provocar medo, pois é uma honra.
Reforçar que aqueles que são fieis até o fim serão galardoados no Céu por sua fidelidade.
Mostrar que cristão perseguido tem a presença do Espírito Santo sobre a sua vida, como aconteceu com Estevão, o primeiro mártir da Igreja.

INTRODUÇÃO:

Nenhum historiador conseguiu contar na integra a perseguição que a igreja sofreu durante a era sombria dos primeiros séculos. Quantos morreram como mártir? Scott afirma que durante o mês morria no Coliseu cerca de vinte a trinta mil almas, boa parte eram cristãos.

[...] “E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões; Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra.” (Hb 11. 36 – 38)

A IGREJA PERSEGUIDA

No primeiro século as Era Cristã a Igreja apresenta uma história da graça divina em meio aos erros dos homens. Somente examinando a história, lendo o NT, vemos que erros se manifestaram assim que o movimento tende a se instituir. Não há como esconder as inimizades, as contendas, iras e brigas que vieram a apagar o amor nos corações de muitos crentes.

Quando os crentes começaram a abandonar as primeiras obras diminuíram a intensidade do amor, passaram a procurar aperfeiçoamento na carne. Havia os verdadeiros cristãos, aqueles que procuravam se mantiver fiel ao Deus Eterno, havia outros que não eram tão sinceros, vivia uma vida irregular diante de Deus. Assim como também havia aqueles que não eram cristãos, mas viviam entre os cristãos fingidamente disseminando discórdia.

Já vimos que no primeiro momento da Igreja os Judeus a perseguiram fazendo com que alguns fossem levados a prisão e até morto. A razão era a falta de evangelização, a falta de zelo missionário, levou Deus permitir o levante furioso de Saulo de Tarso. Naquele momento houve a morte de Estevão e se desencadeou uma terrível perseguição contra a igreja, tendo como figura principal Saulo de Tarso. Foi como jogar semente sobre a terra, por todos os lados apareceram crentes anunciando o Evangelho. Até o Saulo foi salvo e se tornou o maior missionário como já vimos na lição passada.

Em principio a igreja não sofre nenhuma perseguição direta dos imperadores romanos, já em seu inicio a perseguição se dá pelos judeus que naqueles dias estavam divididos em grupos como: fariseus, que eram os escribas, não eram nobres, mas perturbava com suas contrariedades, a outra classe era a dos saduceus, que ostentavam uma linhagem nobre e eram deles que vinham os sacerdotes, consideravam serem os principais judeus e eram inimigos dos fariseus. Quanto aos essênios a Bíblia não fala deles, mas viviam em pequenos grupos como estudantes eram escatológicos. Os judeus nunca deixaram de perturbar a igreja.

A perseguição romana se dá através de Nero, este imperador se tornou cada vez mais poderoso, procurou se libertar dos assessores e assassinou a todos os seus rivais. Matou a própria mãe, os historiadores ainda não conseguiram chegar ao consenso se por sua oposição a seu casamento com Popeia Sabina ou se devido ao apoio a Caio Rubélio Plauto ao trono. Era na verdade um homem perturbado em suas ações.
É possível que no dia 31 de julho de 64 d.C, o próprio Nero tenha incendiado a cidade de Roma. Segundo o historiador Tácito o fogo começou na região sul da cidade e se estendeu rapidamente por cinco dias. Foi devastador o efeito destruindo quatro distritos da cidade e danificando outros sete. Segundo se sabe Nero abriu os cofres do tesouro para ajudar materialmente com alimentos aos sobreviventes que perderam suas casas.

Logo surgiram os rumores que fora Nero o incendiador da cidade. Devido aos aumentos de impostos para a reurbanização da cidade e a grande construção de um novo palácio. Quando ele ficou sabendo dos rumores que seu nome estava envolvido, tratou de procurar culpados. Ainda não se sabe se sob torturas, se de fato houve confissões, o certo é que os cristãos foram declarados culpados pelo incêndio.

Tácito descreve o assunto da seguinte forma: “Contudo, nem a indústria humana, nem por larguezas do Imperador, nem por sacrifícios aos deuses, foi conseguido afastar a má fama de que o incêndio tinha sido mandado. Assim, pois, com o fim de extirpar o rumor, Nero inventou uns culpáveis, e executou com refinadissimos tormentos os que, aborrecidos pelas suas infâmias, chamava o vulgo cristãos. O autor deste nome, Cristo, foi mandado executar com o ultimo suplico pelo procurador Pôncio Pilatos durante o Império de Tibério e, reprimida a perniciosa superstição, irrompeu de novo não somente na Judéia, origem deste mal, senão pela urbe própria, aonde conflui e se celebra quanto atroz e vergonhoso houver por onde quer. Assim, começou-se por deter os que confessavam a sua fé; depois pelas indicações que estes deram, toda uma ingente multidão (multitudo ingens) ficaram convictos, não tanto do crime de incêndio, quanto de ódio ao gênero humano. A sua execução foi acompanhada por escárnios, e assim uns, cobertos de peles de animais, eram rasgados pelos dentes dos cães; outros, cravados em cruzes eram queimados ao cair o dia como se fossem luminárias noturnas. Para este espetáculo, Nero cedera os seus próprios jardins e celebrou uns jogos no circo, misturado em vestimenta de auriga entre a plebe ou guiando ele próprio o seu carro. Daí que, ainda castigando os culpáveis e merecedores dos últimos suplícios, tinham-lhes lastima, pois acreditavam que o castigo não era por utilidade publica, mas para satisfazer a crueldade dele próprio.”

Uma grande perseguição contra os cristão  se desencadeia, não se sabe quantos morreram até as lideranças foram tingidas pelo plano maligno de Nero.  Segundo a Tradição, os discípulos de Jesus foram mortos das mais diversas formas sem negar a fé. Mateus foi morto a espada, na Etiópia; Marcos foi arrastado por um animal pelas ruas de Alexandria, até a morte.

Lucas foi enforcado na Grécia; João foi jogado num tacho de azeite fervente, deixado na Ilha de Patmos, saiu ileso, morreu em Éfeso de morte natural. Tiago decapitado por Herodes, em Jerusalém. Tiago o menor foi lançado templo abaixo, ainda vivo foi morto a pauladas; Filipe foi enforcado em Hierapolis, na Frigia; Bartolomeu foi esfolado; Tomé foi amarrado em uma cruz e pregou até morrer; André foi atravessado por uma lança; Judas foi morto a flechadas; Simão, o Zelote, foi crucificado na Pérsia. Matias foi apedrejado e decapitado; Pedro foi crucificado de cabeça para baixo e Paulo foi decapitado em Roma (2Tm 4.6-8).   

Após a morte de Nero, a igreja teve descanso por um período de mais ou menos trinta anos. Depois levantaram outros que também foram ferrenhos perseguidores:

Domiciano – 96 d.C. Acusou os cristãos de ateus por não adorarem ao imperador, foi uma perseguição curta, mas violenta ao extremo. Milhares morreram e João foi exilado e seu governo.
Trajano – 98 a 117 d.C. Manteve o cristianismo como religião ilegal. Neste governo não molestava os cristãos, mas quando acusados sofriam duras penas, Simão irmão de Jesus foi crucificado e  Inácio bispo de Antioquia foi levado a Roma e lançado às feras.
Adriano – 117 a 138 d.C. Foi moderado com os cristãos, mas houve muitas mortes, foi no governo do Imperador Adriano que o cristianismo atingiu marca recorde em numero de membros, riquezas e influencia na sociedade.

Antonio, o Pio 138 a 161 d.C. Também favoreceu ao cristianismo, embora entendesse que o culto fosse uma pratica ilegal, por não enaltecer os deuses do império. Houve muito martírio nesta época, vale destacar o martírio de Policarpo discípulo do Apostolo João.

Marco Aurélio – 161 a 180 d.C Estimulou  a perseguição aos cristãos, foi cruel, bárbaro, o pior depois de Nero. Muitos cristãos foram decapitados e lançados às feras, dizem que os cristãos sofriam sem demonstrar qualquer tipo de medo.
Sétimo Severo – 193 a 211 d.C. Permitiu uma pesada perseguição contra a Igreja, diariamente mártires eram queimados, crucificados ou degolados.
Maximino – 235 a 238 d.C mataram lideres cristãos.
Décio – 249 a 251 d.C. Resolveu destruir completamente o cristianismo, de modo violento procurou como se estivesse varrendo em todo o império. Multidões morreram sob as mais absurdas torturas. Chegaram a dizer que o mundo todo estava devastado.
Valério – 253 a 251 d.C. Era pior que Décio, procurou antes exterminar as lideranças da igreja.
Diocleciano 284 a 305 d.C. Neste governo se deu a ultima perseguição imperial e a mais angustiante de todas. Durante dez anos o cristianismo foi castigado de forma absurda, crentes foram caçados nas florestas, queimados, lançados às feras, realmente o Diabo estava determinado a abolir o cristianismo, usando Diocleciano.

ELES NÃO TINHAM SUAS VIDAS POR PRECIOSAS

São impressionantes os relatos que temos sobre o cristianismo nos primeiros séculos da Igreja, a morte de um representava o nascimento de dezenas de outros cristãos. Era com derrubar uma arvore cujas sementes estavam maduras, por mais que os imperadores tentassem acabar não conseguiam. A coragem com que enfrentavam a fúria de seus algozes só tinha uma razão: “O galardão que os esperava no céu”.

As conversões traziam novo comportamento abandonavam os ídolos, deuses com quais se identificavam e abandonavam os templos e altares pagãos. Enquanto estavam ligados ao sistema pagão eram piores que animais, segundo disse o filosofo Platão. O apostolo Paulo ao escrever a Epistola aos Romanos, nos primeiros capítulos, também declara a forma animalesca que os homens viviam no afã de reverenciar seus deuses. Com a mudança de comportamento eles abandonavam o sistema, com isto as fabricas decresciam e o comercio fracassava o que levava a uma reclamação infinda.

Há na Bíblia registro da revolta dos sindicatos dos ourives, diz que trouxeram cinqüenta mil peças de prata para queimar. Este resultado trouxe revolto aos ourives (At 19. 19, 24 – 29). Os imperadores também se faziam deuses não sendo adorados ficavam furiosos em seus egos. Quem se convertia passava a dizer pelo Espírito Santo que Jesus é o Senhor, alem de adorá-lo com Rei dos reis e Senhor dos senhores. 

A perseguição se intensificava cada vez mais, principalmente quando havia crescimento dentre os judeus, ao perder adeptos para o cristianismo, procuravam meios de entregá-los as autoridades do Império. Quando não, se uniam aos que assim desejassem fazer. Com estas perseguições  os crentes passaram a se reunirem em lugares secretos o que não deixou de ser problemático, pois quando descobertos eram entregues ao imperador sob suspeita de estarem projetando contra o Império.

Nada podia intimidar aqueles servos de Deus, Benjamim Scott, em seu livro “As Catacumbas de Roma”, revela que aos gritos de: “cristãos as feras”, dezenas deles eram levados ao coliseu para enfrentar leões, tigres, javalis, vacas bravas etc., eram despedaçados pelas feras. Era tanto o sangue que escravos jogavam areia para que o local das lutas não ficasse escorregadio. Enquanto vários estavam passando pelo martírio dezenas de outros estavam presos e assistindo. Mesmo assim não desistiam de Cristo.

A coragem dos crentes ia alem da razão humana, não estavam de fato olhando para este mundo ilusório. Não tinham suas vidas por preciosas, o maior desejo de cada um deles era dizer “sou cristão ou sou cristã”. Parecia ser a igreja de Esmirna (AP 2.8 -11). A história conta de Inácio, que segundo tinha sido amigo de Pedro e João, era bispo em Antioquia. Assim escreveu: “coisa alguma, quer seja visível ou invisível, desperta a minha ambição, a não ser a esperança de ganhar Cristo. Se ganhar pouco me importarei com as torturas do demônio, quer seja por meio de fogo o da cruz ou de ataque de feras.”

Quanto a Inácio, assim que soltaram os leões o povo quase enlouqueceu ficaram eufóricos, mas o velho mártir firme disse: “Sou como trigo debulhado de Cristo, que precisa ser moído pelos dentes das feras antes de se tronar em pão.” Nem mesmo crianças e adolescentes foram poupados dos cruéis castigos por professarem a fé em Cristo. Cirilo um jovenzinho de tenra idade foi ameaçado, esbofeteado, insultado por crianças de sua idade, expulso de casa pelo próprio pai. Mesmo assim a sua posição era ser Cristão, servir a Deus com alegria em seu coração.
O tema de Cirilo era: “Estou pronto a sofrer e Deus há de levar-me para o céu” ter sido expulso de casa para ele era o motivo de esperar por um lar melhor incomparável com o que ele nasceu: o céu. Assim que o governador lhe perguntou se estava arrependido de ser cristão ele pronto disse: “O vosso fogo e a vossa espada não me podem molestar: vou para um lar melhor; queimai-me depressa, para que eu chegue lá mais cedo.” Assim foi posto na estaca da fogueira e em pouco instante já estava em um lar de onde jamais será expulso, lar que ele tanto almejava.

RESUMO

A perseguição vai de Nero 64 d.C a Diocleciano 305 d.C, e ai podemos dizer que houve uma pausa, no que tange a perseguição aos cristãos. No ano 313 d.C, Constantino decretou o cristianismo como religião oficial do império. Quanto a este assunto trataremos na lição cinco.
OBRAS CONSULTADAS
  • OLIVEIRA, Raimundo Ferreira de – Historia da Igreja – 2ª Ed. EETAD, Campinas SP
  • SCOTT, Benjamim – As Catacumbas de Roma – 13ª Ed, CPAD, 1982 – RJ
  • HURLBUT, Jesse Lyman – História da Igreja Cristã – 5ª Impressão  1990 – VIDA, SP
  • E.A, Knight – História do Cristianismo – 3ª Ed – CPAD, RJ

Colaboração para EBDnet -  Pr Jair Rodrigues

domingo, 26 de dezembro de 2010

LIÇÃO 13 – O FUTURO DA IGREJA

Comentaristas: Damaris  Ferreira da Costa
                            Verônica Araujo
                            Telma Bueno


Texto bíblico   Mateus 24.37-44

 E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem.  Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do  Filho do Homem. Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão,  vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem  há de vir à hora em que não penseis.

Objetivos

Após a aula seus alunos devem entender que o futuro da igreja será de gloria., pois Jesus voltará  para buscá-la. Desde modo deve tomar a decisão de se preparará para este encontro.

Introdução

Estamos chegando a mais um final de trimestre, o assunto desta lição  trata a respeito do futuro da igreja, um tema escatológico. Porem como o tempo de aula é resumido, e ate mesmo o comentário da revista não abrange tudo que se refere a escatologia, é importante destacar o que  ocorrerão  com a igreja no futuro.

Durante o trimestre estudamos a igreja nos seus mais variados aspectos, esta lição trata do resultado final de tudo isto. Por esta razão também resumir meu comentário em apenas dois tópicos, creio ser o suficiente para o tema.

Aproveito a ocasião para desejar uma boa passagem de ano a todos os professores, que o Senhor venha a cada dia  mais lhes capacitar para esta importante tarefa.

I - A esperança da Igreja

A esperança dos cristãos primitivos não é a esperança dos cristãos atuais.  Hoje associamos a morte como entrada no céu, sendo este o ponto crescente do crente como nossa esperança.
Porém, jamais os apóstolos falaram que a morte seria o alvo ou se preparar para ela; mesmo não a ignorando, ou mesmo colocando uma aureola sobre ela. Ela sempre será um inimigo, o último inimigo a ser destruído. Também o céu não é apresentado como a esperança cristã.

1º Fomos ressuscitados com Cristo e assentados com Ele nos lugares celestiais. (Ef. 2:6).
2º Vivemos em constante guerra contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais. (Ef. 6:12).
3º Somos cidadãos dos céus. (Fp. 3:20).

“Sabemos então que a conversão da humanidade não consiste em nossa esperança. Portanto, a esperança da igreja consiste no retorno pessoal de Cristo Jesus.” 

Apesar dos momentos tristes e angustiantes da cruz, trazendo até duvidas a alguns de seus seguidores. Mesmo a vergonha daquelas horas terríveis, a visão de seu retorno em gloria ao mundo que ora o rejeitava, reluzia um farol sobre sua alma (Hb. 12: 1, 2).

Com isso sua ascensão fez com que dois anjos os lembrasse de seu retorno (At. 1:11), isso fez com que os discípulos voltassem com alegria para Jerusalém, e dali partissem como testemunhas vivas aos confins da terra (At. 1:8). Os apóstolos passaram a ensinar os novos convertidos a esperarem para a volta do Senhor.

Toda igreja do N. T. tinham essa expectativa, não importava a que parte do mundo, todos aguardavam a volta de nosso Senhor Jesus Cristo.

Corintios → I Co. 1: 7
De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo,
Gálatas → Gl. 5: 5 Porque nós, pelo espírito da fé, aguardamos a esperança da justiça.
Filipenses → Fp. 3: 20  Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
Hebreus → Hb. 9:28 assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação. 
Fonte: Pr. Francisco Sales
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O retorno pessoal de Cristo à Terra é a grande esperança da Igreja e o ponto crucial da conturbada história humana. Em nossos dias estão sendo preparadas às condições para o Seu retorno, que será a culminação de um longo processo, cujo objetivo final é a restauração do homem à posição que o Criador tinha planejado no princípio.

Ao estudarmos alguns dos fatos que antecedem esse glorioso evento, nesta época em que as profecias se cumprem diante de nós, devemos fazê-lo com expectativa, atenção e oração, pois fomos chamados por Deus, de modo especial, para proclamar as boas novas da breve volta de Cristo para um mundo confuso e agonizante.

Numa questão de tão grande importância como a experiência do povo de Deus nos dias à frente, quando cada pessoa terá de permanecer em pé por si mesma, “como se não houvesse outra pessoa no mundo” , é essencial que todos os cristãos tenham suas próprias convicções, com base em seu próprio estudo e sua própria relação pessoal com o Senhor.

“O tempo presente é de dominante interesse para todo vivente. Governadores e estadistas, homens que ocupam posições de confiança e autoridade, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm sua atenção posta nos acontecimentos que tomam lugar ao nosso redor. Estão observando as relações que existem entre as nações. Eles examinam a intensidade que está tomando posse de cada elemento terreno, e reconhecem que algo grande e decisivo está para acontecer – que o mundo está no limiar de uma crise estupenda.”

“As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra, são portentosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância. As forças do mal estão-se arregimentando e consolidando-se. Elas se estão robustecendo para a última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a operar-se no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos.”

O tempo de angústia, que há de aumentar até o fim, está muito próximo. Não temos tempo a perder. “Deve-se fazer um grande esforço para manter este assunto perante o povo.”

Deus sempre tem dado aos homens advertência dos juízos por vir. Aqueles que tiveram fé na mensagem por Ele enviada para o seu tempo, e agiram segundo a sua fé, em obediência aos Seus mandamentos, escaparam aos juízos que caíram sobre os desobedientes e incrédulos. A Noé veio a palavra: “Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de Mim.” Noé obedeceu, e foi salvo. A Ló foi enviada a mensagem: “Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade.” (Gên. 7:1; 19:14).

Ló colocou-se sob a guarda dos mensageiros celestes, e foi salvo. Assim os discípulos de Cristo tiveram aviso da destruição de Jerusalém. Os que estavam alerta quanto ao sinal da próxima ruína, e fugiram da cidade, escaparam à destruição. Assim agora estamos dando aviso da segunda vinda de Cristo e da destruição impendente sobre o mundo. Os que ouvirem a advertência, serão salvos.”

“Em torno de Sua vinda agrupam-se as glórias daquela ‘restauração de tudo’, de que Deus falou pela boca de todos os Seus santos profetas desde o princípio’. (Atos 3:21). Quebrar-se-á então o prolongado domínio do mal; ‘os reinos do mundo’ tornar-se-ão ‘de nosso Senhor e de Seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre’. (Apoc. 11:15) GC. 301.
Fonte: Prof. Mauro Trivelato

 II - As bordas do cordeiro

De uma forma simples podemos definir escatologia como:  Estudo sistemático e lógico das doutrinas relativas às últimas coisas, tais como "Arrebatamento da Igreja", "Tribunal de Cristo", "Grande Tribulação", "Milênio", "Bodas de Cristo", "Julgamento Final", Novos Céus e Nova Terra",etc.

Dentro do contexto da aula de hoje, podemos dizer que dois eventos escatológicos esclarecem melhor o futuro glorioso que se reserva para a igreja.
  1. O arrebatamento da igreja
  2. As bordas do cordeiro
É evidente que há outros eventos importantes a qual a igreja participará, mas estes revelam que o futuro da igreja será que completa vitoria.

1 - O arrebatamento da igreja

Arrebatar quer dizer raptar, levar com ímpeto, com força, arrancar, resgatar, tirar. Para os crentes significa o momento glorioso em que Jesus, na Sua volta, levar a Sua Igreja para junto de Si. O arrebatamento dar-se-á "num abrir e piscar de olhos", em dia e hora que não sabemos. Como a Igreja compreende os vivos e os mortos - os que vivem com Cristo e os que morreram em Cristo - , no momento do arrebatamento "os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro, depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles (com os primeiros, os mortos) nas nuvens, PARA O ENCONTRO DO SENHOR NOS ARES, E ESTAREMOS PARA SEMPRE COM O SENHOR" Aleluia! (1 Tessalonicenses 4.16-17).

Fonte: http://www.renovado.kit.net/escatologia.htm
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O Arrebatamento constitui a primeira etapa da Segunda Vinda de Jesus Cristo (ver linha do tempo). O Arrebatamento é claramente explicado por Paulo em 1 Tessalonicenses 4:13-18:
Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem para que não vos entristeçais , como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela  palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem [quando morreram Nele]. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos , seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre (pela eternidade das eternidades) com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras. 

Portanto o Arrebatamento consiste no encontro da igreja (a noiva) com Jesus (o noivo) nos ares. É o momento em que Jesus busca a sua igreja.

Todos que Nele crêem serão arrebatados, ou seja, desaparecerão da terra para viverem com Ele nos céus até a segunda etapa da sua segunda vinda: o Aparecimento Glorioso.

Fonte: http://www.tempodofim.com/arrebatamento.htm

2 - As bordas do cordeiro

A figura do casamento é usada freqüentemente nas Escrituras para representar a relação entre Deus e seu povo. No Velho Testamento, Deus é o marido e o povo de Israel, a mulher. No Novo Testamento, Cristo é o noivo e a igreja, a noiva. Ao compreender a riqueza desse símbolo, daremos mais importância à obediência no dia-a-dia.

A linguagem figurada de Ezequiel descreve o casamento de Israel com Deus:

Passando eu por junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; estendi sobre ti as abas do meu manto e cobri a tua nudez; dei-te juramento e entrei em aliança contigo, diz o Senhor Deus; e passaste a ser minha.Então, te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo. Também te vesti de roupas bordadas, e te calcei com couro da melhor qualidade, e te cingi de linho fino, e te cobri de seda. Também te adornei com enfeites e te pus braceletes nas mãos e colar à roda do teu pescoço. Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas e linda coroa na cabeça. Assim, foste ornada de ouro e prata; o teu vestido era de linho fino, de seda e de bordados; nutriste-te de flor de farinha, de mel e azeite; eras formosa em extremo e chegaste a ser rainha. Correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o Senhor Deus. (Ezequiel 16:8-14)

O mesmo simbolismo aparece em várias passagens no Novo Testamento, incluindo na carta de Paulo aos efésios: Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito....Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. (Efésios 5:25-27,32)

Costumes de Casamento na Época da Bíblia

Antes de examinar alguns outros trechos bíblicos, observemos algumas informações históricas sobre costumes de casamento nos tempos bíblicos. O processo do casamento envolvia várias etapas, incluindo:

O Desposório. O primeiro passo oficial ao casamento foi um compromisso assumido pelo casal (muitas vezes arranjado pelos pais) em que se prometeram um ao outro. Assim Maria foi desposada com José (Mateus 1:18).

Presentes foram dados à noiva e à sua família pelo noivo ou sua família (veja Gênesis 24:52-53). Esta prática é semelhante ao pagamento do dote em alguns países até os dias de hoje. Jacó serviu seu sogro durante sete anos para poder casar-se com Raquel (Gênesis 29:18-20).

Um Intervalo de Espera antecedeu o casamento. Durante este tempo, era importantíssimo manter a pureza e que a noiva se preparasse para o seu noivo. Caso contrário, poderiam romper o relacionamento sem completar o processo do casamento (veja Mateus 1:18-19).

As Bodas ou Banquete Nupcial começava quando o noivo chegou à casa da noiva para levá-la para sua casa. A noiva esperava a chegada dele, usando roupas e jóias especiais, e era acompanhada pelas donzelas e por outros convidados. A festa das bodas tipicamente durava uma semana (veja Gênesis 29:21-23,27; Juízes 14:17; Mateus 25:1-13). A partir das bodas, os dois, agora uma só carne, morariam juntos.

Consideremos essas etapas em relação ao simbolismo bíblico.

O Casamento de Cristo e a Igreja

Podemos relacionar a linguagem bíblica com as fases do casamento citadas acima. Jesus veio ao mundo e fez grandes promessas ao povo. Nós, também, prometemos ser fiéis a ele quando nos convertemos ao Senhor. Dessa forma, tanto Cristo como o povo dele assumem o compromisso do desposório.

Da mesma forma que o noivo dava coisas de valor à noiva e à família dela, Jesus pagou um valor altíssimo para casar-se com a igreja. Ele comprou a igreja com o seu próprio sangue (Atos 20:28). “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25).

A nossa situação atual bem se descreve como um intervalo de espera. Mesmo se já tenhamos entrado em comunhão com o Senhor, ainda não fomos levados à habitação eterna na presença dele. Por esse motivo, diversos trechos no Novo Testamento enfatizam a necessidade de nos preparar para a vinda do noivo. Jesus quer voltar e encontrar a sua noiva “gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:27). Ele se sacrificou para santificar e purificar a igreja (Efésios 5:26), e quer que os seus discípulos se mantenham santificados (João 17:17,19). Se ele nos achar infiéis, não nos levará às bodas, nem ao lar eterno com ele.

Ainda esperamos a chegada do noivo para nos levar ao banquete nupcial. João, um dos apóstolos de Jesus, confortou os cristãos primitivos em um período de perseguição com a esperança de participarem do casamento do Cordeiro:

Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. (Apocalipse 19:7-9)

Ele falou da noiva preparada e da esperança de morar eternamente com Deus, o perfeito marido:

Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. (Apocalipse 21:2-3)

Como a noiva esperando a chegada do noivo, a igreja hoje aguarda a vinda de Jesus. Ele levará os fiéis às bodas, e depois habitará com sua esposa para sempre.

Fonte: Dennis Allan

Conclusão

“Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro....São estas as verdadeiras palavras de Deus” (Apocalipse 19:9).

Lição 12 – A IGREJA E A AÇÃO SOCIAL

Comentaristas: Damaris  Ferreira da Costa
                            Verônica Araujo
                            Telma Bueno


Texto Bíblico   Atos 2.42,44,45    4.34,35 


E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.

Objetivos

Após a aula seu aluno deve compreender que a igreja tem um importante papel social a realizar, bem como valorizar o trabalho assistencial realizado pela igreja.

Introdução

Estaremos na lição 12 tratando da ação social desenvolvida na igreja, para tanto temos de definir este termo primeiramente.
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“Ação social cristã” é uma expressão imprecisa e genérica. Precisamos dar-lhe um conteúdo, dizer o que entendemos por ela. Uma tentativa de definição seria afirmar que consiste em toda atividade de cristãos individuais ou da igreja coletivamente no sentido de suprir necessidades materiais das pessoas, aliviar o sofrimento humano, atenuar ou eliminar males sociais que afligem indivíduos, famílias, comunidades e até mesmo a sociedade como um todo. Essa ação social é especificamente cristã, pois responde a motivações e princípios diretamente relacionados com as Escrituras e com o evangelho de Cristo. 

O objetivo da ação social cristã é proporcionar às pessoas e comunidades condições de vida mais condignas, o suprimento básico das carências humanas fundamentais no plano material (moradia, alimentação, saúde, educação, trabalho). Quanto à sua amplitude de atuação, a ação social pode ir desde o atendimento de necessidades emergenciais, muitas vezes chamado de assistencialismo, até aquela atuação mais ampla que visa resolver os problemas de modo mais permanente e profundo.


Um exemplo disso seria não somente fornecer alimento para uma pessoa ou família, mas proporcionar-lhe meios de educação, capacitação profissional e oportunidade de trabalho para que ela mesma possa ganhar o seu sustento, libertando-se da dependência externa. O objetivo mais elevado e complexo da ação social cristã seria a transformação das estruturas sociais e econômicas do país, visando a eliminação das causas da pobreza, a correção das injustiças sociais, a melhor distribuição de renda e assim por diante. Nesse último caso, os cristãos e as igrejas precisam atuar junto ao poder público, a classe política e as diferentes instituições da sociedade. 

Essas colocações mostram que, do ponto de vista cristão, a ação social é incompleta em si mesma para promover a plena dignidade humana, porque as necessidades humanas transcendem o plano meramente material. As pessoas e famílias têm também carências emocionais e espirituais. Daí falar-se no binômio evangelização-ação social como duas atividades complementares da igreja. Infelizmente, por razões históricas que serão abordadas posteriormente, muitos evangélicos fazem uma dicotomia entre esses dois elementos, considerando-os como mutuamente excludentes. Acham que a igreja deve preocupar-se apenas com atividades “espirituais” ou religiosas, como a evangelização, deixando a esfera social para outras instituições, principalmente o Estado. 


Entendemos que a evangelização e a ação social são partes essenciais e complementares da missão da igreja no mundo. Cremos existirem abundantes argumentos bíblicos que apontam para o fato de que Deus quer dar plenitude de vida às suas criaturas, e essa plenitude inclui tanto o conhecimento de Deus e um relacionamento vital com ele, quanto o suprimento das necessidades humanas mais fundamentais no plano material. Não só o desconhecimento de Deus, mas também a fome, a doença, a ignorância e a violência são fatores que atentam contra a dignidade humana. Portanto, a evangelização e a ação social devem caminhar lado a lado, como dois aspectos integrais da missão e do testemunho da igreja junto à sociedade. 


Existem outros termos e expressões que são aplicados a essa atividade cristã, mas nem todos são muito felizes nas suas implicações. É o caso, por exemplo, de “assistência social” e “beneficência”, com suas conotações assistencialistas. Melhor seria falar em “responsabilidade social” ou “serviço cristão”, este último tendo forte conteúdo bíblico. Outros termos bíblicos aplicáveis são “socorros” (1 Co 12.28), “exercício da misericórdia” (Rm 12.8), “fazer o bem” (Gl 6.9-10), “prática do bem” (Hb 13.16) e “ministração” (2 Co 9.13). 


Fonte: http://www.mackenzie.br

I-A igreja primitiva e a solidariedade


Cristo e os apóstolos mantiveram implicitamente a mensagem social do Antigo Testamento. A ética de Jesus preserva e torna mais exigentes os requisitos da Lei, revelando a sua intenção mais profunda (Mt 5.17,20). A prática do bem deve estender-se também aos que não pertencem à família de Deus (Mt 5.43-45; 6.1-4). Essas passagens mostram que as motivações dos discípulos de Cristo devem ser a imitação de Deus e a reverência para com ele. Outra motivação fundamental é o amor altruísta expresso no serviço desinteressado e até mesmo sacrificial, conforme exemplificado pelo próprio Cristo (Mc 10.45; Jo 13.12-15). 


Cristo proferiu muitos ensinos sobre a prática da justiça e da misericórdia (Mt 5.6-7; 19.21; 23.23), especialmente através de suas parábolas (Mt 25.34-40). Acima de tudo, ele exerceu misericórdia, socorrendo continuamente os sofredores (Mt 4.23; 9.2,6,36; 12.9-13; 14.14,19; 15.30). À semelhança do Antigo Testamento, Jesus insistiu que meras palavras e atos externos de religiosidade não são suficientes na vida com Deus (Mt 7.21-23), e sim os frutos, a prática da fé (vv. 16-20,24). 


O Evangelho de Lucas dá uma ênfase especial aos sofredores, aos excluídos, aos membros mais frágeis da sociedade, como as mulheres, as crianças, os enfermos e outras categorias. Diversas parábolas e episódios do ministério de Jesus que revelam o seu interesse pelos marginalizados são exclusivos do terceiro evangelho (o filho da viúva de Naim: 7.11-15; a mulher com hemorragia: 8.43-48; o bom samaritano: 10.29-37; o filho pródigo: 15.11-24; os dez leprosos: 17.11-19). Outro tema importante para Lucas é pobreza e riqueza (1.52-53; 4.18-19; 6.20-21,24; 12.13-21; 14.12-14; 16.19-31). 


Como era de se esperar, a temática social continua presente no outro livro atribuído a Lucas. Atos dos Apóstolos mostra como a vida da comunidade cristã original era caracterizada pelo compartilhamento dos bens de modo igualitário – o chamado comunismo cristão primitivo (2.42-47; 4.32-35). Ainda que esse não fosse um modelo para todos os tempos e lugares, apontava para a importância da solidariedade e generosidade entre os seguidores de Cristo. O discurso de Pedro na casa de Cornélio destaca a prática da misericórdia no ministério de Jesus (10.38). 


Muito cedo a igreja sentiu a necessidade de estruturar as suas atividades caritativas através da eleição de homens especialmente voltados para esse mister, aqueles que a tradição considera como os primeiros diáconos (6.1-6). A instituição do diaconato passou a ser um eloqüente testemunho da preocupação da igreja com a assistência aos necessitados (Fp 1.1; 1 Tm 3.8-13).


Fonte: http://www.mackenzie.br

II-A união e generosidade


Não há outro texto bíblico mais esclarecedor do que o registrado em Atos, para exemplificar, a união e generosidade na igreja. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.

Isto define com clareza, e detalhes a forma e maneira como a igreja deveria agir na questão social, este exemplo tivemos na igreja primitiva. Havia sim problemas, mas a união e generosidade do que serviam a Cristo  prevalecia.


Infelizmente nos dias atuais o quadro é lamentável, poucos servem a Jesus de verdade, assim, não há muita união entre os crentes, e conseqüentemente em  relação a acão social, a generosidade desaparece.


As pessoas estão cada vês mais egoístas e apegadas aos bens materiais, são poucos os que tem o desejo de repartir com o necessitado o que tem, e isto ate mesmo entre o povo de Deus.

III- Jesus o modelo de ação social


Jesus Cristo fez ação social em Seu ministério terreno?


- A resposta é afirmativa. Em todos os instantes que vemos o Senhor Jesus agindo, vemos que a ação social estava presente, fazia parte do Seu ministério. Já no limiar do Seu ministério, quando estava sendo tentado pelo diabo, em resposta ao Tentador, o Senhor citou o livro de Deuteronônio: “nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que procede da boca de Deus” (Mt.4:4b).
- A frase de  Cristo é muito utilizada para mostrar a importância e supremacia da Palavra de Deus, mas contém também um ensino que é, por vezes, negligenciado. Jesus, com todas as letras, diz que o homem precisa do pão material, embora sua vida não se reduza a isto. Estava, sim, a passar fome no deserto, pois havia um propósito divino para tanto (Jesus estava em jejum para poder enfrentar e vencer o diabo), mas isto não queria dizer que o homem não precisa de pão material para sobreviver. Muito pelo contrário, nas duas multiplicações de pães, Jesus mostrou a Sua preocupação com a alimentação da multidão que O ouvia (Mt.14:15,16; 15:32). Vemos, pois, que, em Seu ministério, Jesus sempre demonstrou cuidado para com a satisfação das necessidades físicas dos que O cercavam.
- Em Nazaré, cidade onde foi criado, em Sua pregação na sinagoga, depois de ter sido tentado pelo diabo, revela este lado “material” de Seu ministério terreno. Disse que havia sido ungido para evangelizar os pobres, a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos e dar vista aos cegos, a pôr liberdade os oprimidos e anunciar o ano aceitável do Senhor (Lc.4:18,19). Em todas estas atividades, embora haja um sentido espiritual evidente, não se pode, também descartar o aspecto material.
- Jesus, em muitas ocasiões, referiu-Se aos pobres e não só no sentido espiritual da palavra, ou seja, aqueles que se fazem dependentes de Deus, carentes de Deus e aceitam a Sua soberania, mas também no sentido material da expressão, pois, se assim não fosse, como entender que Jesus possuía uma bolsa para os pobres (Jo.12:6; 13:29), bem como mulheres que contribuíam financeiramente para este serviço (Lc.8:3)?
- Outra demonstração de que o ministério de Jesus também abrangia a ação social vemos no próprio comportamento dos discípulos que, nos tempos apostólicos, sempre cuidaram dos necessitados, particularmente das viúvas, como nos atestam textos como At.2:45; 6:1; II Co.9; I Tm.5:3-5. Vemos, portanto, que, se os discípulos assim procediam é porque assim havia sido o procedimento do seu Mestre e Senhor, a quem imitavam.
- O ensino de Jesus a respeito do amor ao próximo, que foi tão bem ilustrado na parábola do bom samaritano, é mais uma demonstração de que não é possível um verdadeiro e genuíno cristianismo sem uma “ação social”. Amar o próximo, como ensina nessa parábola, é superar todas as barreiras culturais e fazer o bem ao semelhante, de modo desinteressado e incondicional. Aliás, o apóstolo Pedro, ao sintetizar o ministério de Cristo, disse que Ele andava “fazendo bem” (At.10:38), a demonstrar, pois, que a “ação social” era um dos sustentáculos do ministério terreno do Senhor.


 Fonte: Dr. Caramuru Afonso Francisco

IV- A igreja realizando as boas obras


O Pastor Antonio José do Nascimento  Filho é feliz ao mostrar que a ação social é uma conseqüência inevitável e indispensável de algumas doutrinas bíblicas, o que demonstra a sua necessidade no cotidiano da Igreja. Para o referido estudioso das Escrituras, a ação social é conseqüência das seguintes doutrinas bíblicas:


a) Doutrina de Deus – Ao efetuar “ação social”, a Igreja mostra aos homens que Deus é justo e misericordioso, visto que a “ação social” visa instituir a justiça e é uma demonstração da misericórdia, atributos divinos por excelência.
b) Doutrina de Cristo – Ao efetuar “ação social”, a Igreja mostra que Jesus veio para servir e não para ser servido. O Cristo, Servo do Senhor, que ama e tem compaixão de toda a humanidade é mostrado quando a Igreja pratica “ação social”.
c) Doutrina do Reino de Deus – Ao efetuar “ação social”, a Igreja, desde já, adianta o que é o Reino de Deus, torna realidade, ainda que parcial e tênue, o que está a pregar e a esperar com a vitória final sobre o mal e o pecado a ser realizada pelo seu Rei, o Senhor Jesus.
d) Doutrina do Homem – Ao efetuar “ação social”, a Igreja mostra o devido valor que Deus dá ao homem e a posição singular dada ao homem na ordem cósmica. A Igreja, ao praticar a “ação social”, realça a dignidade da pessoa humana.
e) Doutrina da Igreja – Ao efetuar “ação social”, a Igreja mostra ao mundo que é um povo especial, zeloso de boas obras, a agência do reino de Deus na Terra. Comprova, com fatos (e contra fatos, não há argumentos), que Jesus ama e veio salvar a humanidade.
- Podemos, ainda, ante a “ação social” da Igreja, vermos características de outras doutrinas bíblicas, a saber:
f) Doutrina do Espírito Santo – A “ação social” da Igreja mostra, claramente, que a Igreja tem, dentro de Si, o Espírito Santo, o Consolador, aquele que vem dar alívio e conforto aos homens.
g) Doutrina da Salvação – A “ação social” da Igreja mostra o que é a salvação em Cristo Jesus, uma salvação que não se circunscreve a partes do homem, mas ao homem integral: corpo, alma e espírito.
h) Doutrina do Pecado – A “ação social” da Igreja leva os homens a perceber a injustiça reinante na sociedade e que isto é resultado do pecado, efeito nefasto da rebelião do homem contra Deus.
- Como se verifica, pois, a “ação social” da Igreja é uma atividade que muito colabora para não só a evangelização, como também para o próprio aperfeiçoamento dos santos, pois, com estas “boas obras”, vemos claramente que os homens são levados a glorificar ao nosso Pai que está nos céus.


Fonte;Dr. Caramuru Afonso Francisco

V-A compaixão pelos necessitados é o fruto do amor


A “ação social” da Igreja é uma necessidade é que é ela a demonstração do próprio “amor ao próximo”, que Jesus considerou como sendo um dos dois mandamentos a que se resumia a lei e os profetas (Mt.22:39,40).


-  Sendo o amor  uma característica indispensável para quem diz ser filho de Deus, é como se fosse o próprio DNA espiritual do cristão sincero e verdadeiro, devemos observar que este amor não é apenas a essência da comunhão entre Deus e o homem, o próprio núcleo da vida espiritual, mas é, como afirma Paulo, o primeiro “gomo” do fruto do Espírito (Gl.5:22), ou seja, necessariamente este amor tem de se traduzir em atitudes, em ações, tem de se manifestar fora do indivíduo.
- O amor a Deus é pressuposto para que se tenha amor ao próximo. Não é possível amar o próximo sem que antes se ame a Deus. Daí porque não podermos confundir o amor ao próximo com o mero exercício de filantropia, com dó ou qualquer outro sentimento que tenha em vista a ajuda circunstancial a outrem, como, aliás, defendem aqueles que acham que as boas obras de alguém ocasionam a este alguém algum progresso espiritual.
- Quem ama a Deus, ama o próximo, mas quem não ama a Deus, não ama o próximo. É mentira a afirmação de alguém que diz que está evoluindo espiritualmente pelo simples fato de ajudar os necessitados com esmolas ou com trabalho voluntário. Estas atitudes de benemerência não significam amor ao próximo, pois o verdadeiro amor ao próximo é decorrência do amor a Deus e, portanto, é resultado da obediência à Palavra de Deus.
- Amar o próximo não é dizer a alguém que o ama, mas um amor que se mostra por atitudes concretas, por ações efetivas, por obras. Amor ao próximo não é amor de palavra nem de língua, mas amor por obras e em verdade (I Jo.3:18).
- Amar o próximo é sentir compaixão por ele, ou seja, sentir a sua dor, como se fosse nossa e, assim, suprir as necessidades imediatas do nosso semelhante, lembrando que ele é tão imagem e semelhança de Deus quanto nós. O próximo é qualquer ser humano, como bem nos explicitou Jesus na parábola do bom samaritano, e este amor supera todo e qualquer preconceito, toda e qualquer barreira, toda e qualquer tradição.


Fonte :Dr caramuru Afonso Francisco


Conclusão


- A ação social da Igreja deve ser vista como um “importante negócio” (At.6:3), pois é assim que as Escrituras nos dizem ser tal atividade da Igreja. Trata-se de uma tarefa tão importante que os apóstolos criaram até uma função específica para dela cuidar, qual seja, a de “diácono” (At.6:3,5,6), palavra que, em grego, significa “servidor”, vez que deveriam eles servir às mesas, ou seja, cuidar da assistência aos necessitados.


Fonte: Dr. Caramuru Afonso francisco
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